tal qual azedo limão dessa desunião
feroz tempestade sucedeu à bonança
afogando em súplica oceânica paixão
Envolto em mesquinho vento gelado
suspenso nas profundezas de meu ser
procuro-me por todos os lados
encontro-me somente em você
Nessa selva de temores, todos fatais
predadores vorazes nos espreitam, famintos
os sonhos mais sinceros tornam-se banais
abrindo mão da felicidade vivemos aflitos
E se o vulcão dessa tormenta destrói
também trás em si a semente
que nosso mundo reconstrói...
Dói!! Sim, mas mais fortes ficamos
nos redescobrindos à sós...
Mas eis que a névoa dissipa-se, sempre
e o inverno mais frio também acaba
assim meu coração esquenta contente
pois no verão, canta alegre a cigarra
Wandyr Fortunato
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